
Lisboa tem assistido a um aumento considerável do número de munícipes que optam pela bicicleta como meio de transporte urbano, uma tendência que arrasta consigo importantes melhorias para a qualidade de vida de todos os que vivem e trabalham na cidade.
No entanto, há ainda muito a mudar na cidade para que esta ofereça condições apropriadas de segurança e conforto a quem queira deslocar-se de bicicleta. À medida que o número de ciclistas aumenta, aumenta também a legitimidade de exigir que a CML tenha os ciclistas em conta nas suas decisões.
Depois da instalação de um elevador no novo mercado do Chão do Loureiro, a CML veio anunciar, pela voz do seu Presidente, que está a projectar a instalação de mais dois elevadores que ligarão a Baixa ao Castelo.

Da mesma forma que esses elevadores permitirão melhorar consideravelmente a mobilidade dos peões que deles usufruam para subirem desde a Baixa ao Castelo, o mesmo se poderia aplicar aos ciclistas.

Para tal bastará que os novos elevadores sejam projectados com condições para o transporte de um número limitado de bicicletas (e.g., 1 ou 2 bicicletas). Por exemplo, assegurando uma área suficiente na cabine do elevador ou instalando de suportes para o transporte vertival de bicicletas.
O s elevadores urbanos com capacidade para transportar bicicletas permitem aos munícipes que utilizam a bicicleta atingir rapidamente zonas da cidade separadas por uma grande diferença de cotas.
Encontram-se vários exemplos de elevadores urbanos acessíveis a bicicletas em cidades de outros países e mesmo em Portugal. Como alguns exemplos, citamos os vários elevadores urbanos acessíveis a ciclistas nas cidades de Génova (Itália) e Seul (Coreia do Sul); o Elevador da Boca do Vento, em Almada; o funicular dos Guindais, no Porto.

Tal como nestes exemplos, a dotação de condições para o transporte de bicicletas nos novos elevadores em projecto para a Baixa/Castelo permitiriam ligar a Baixa às zonas do Castelo e Graça, onde reside uma parte importante da população da cidade. Para além de melhorar a qualidade de vida dessa população, esta opção seria também uma mais valia para o ciclo-turismo na cidade e aumentaria o número de utentes dos futuros elevadores.
Deste modo, a MUBi vem solicitar à CML a satisfação das necessidades dos utilizadores de bicicleta no momento em que forem projectados os novos elevadores urbanos. Consideramos que esta medida faz parte de uma política de transportes mais aberta aos modos suaves de deslocação e à intermodalidade, os quais trazem inegáveis vantagens para toda a cidade.
(mensagem enviada ao Presidente da CML e à EMEL)