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Sistemas de Partilha de Bicicletas

Em Portugal, apesar de algumas primeiras experiências nessa direcção – BiCas em Cascais e Bugas em Aveiro, para referir as mais conhecidas – não existe ainda um sistema de partilha de bicicletas em meio urbano de cariz essencialmente utilitário, pensado como alternativa ou complemento a outros meios de transporte.

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou em 2008 uma proposta para a criação de um sistema de partilha de bicicletas (“bikesharing“), de 3ª geração, o primeiro em Portugal, que foi chumbado na Assembleia Municipal nesse ano. Teve lugar um concurso público por diálogo concorrencial e só restou um concorrente, a JCDecaux, sendo esta a empresa vencedora do concurso. Contudo, o sistema não avançou ainda por alegada indisponibilidade financeira da CML em suportar as despesas anuais do sistema, no valor de 3.5 milhões de euros.

Para saber mais sobre sistemas de partilha de bicicletas e a sua importância para Lisboa, leia este texto.

O trabalho da MUBi

A MUBi tem vindo a acompanhar o processo de implementação deste primeiro sistema moderno de partilha de bicicletas em Portugal, procurando que este dê resposta às necessidades reais dos ciclistas urbanos e do esquema de mobilidade da cidade de Lisboa, dando assim um bom mote para outras cidades portuguesas.

Dado o interesse que esta iniciativa gera na comunidade de ciclistas urbanos e mesmo não-ciclistas, a MUBi procurou intervir neste processo, por forma a partilhar as perspectivas e a fazer ouvir na CML as preocupações de quem já utiliza bicicleta na cidade no dia-a-dia. Nesse sentido, em 2009 foi solicitada à CML uma audiência com o vereador responsável pelo projecto, que teve lugar a 15 de Março de 2010 (ver acta aqui). No seguimento dessa reunião, a MUBi foi convidada a avaliar um modelo de bicicletas a utilizar no sistema, avaliação que foi feita durante uma semana de uso quotidiano e cujo relatório final foi disponibilizado à CML.

Numa outra reunião realizada em Janeiro de 2011, foi-nos indicado pelo vereador que o projecto se encontrava num compasso de espera, por dificuldades de financiamento, mas que havia perspectivas de resolução do mesmo.

A MUBi continuará a acompanhar este processo, tentando influenciar a implementação de acordo com as melhores práticas a nível internacional e tendo como objectivo último o incremento de alternativas e a melhoria das condições globais de mobilidade na cidade de Lisboa.

Veja as actualizações na secção de notícias.

 

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