Screen Shot 2015-01-07 at 7.21.42 pm

Serve o presente anúncio para, segundo a Legislação em vigor, convocar a Assembleia Geral de Sócios da Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi), em reunião ordinária a realizar-se no dia 14 de maio de 2015 pelas 20h30 horas, na MUTE, Rua Cecílio de Sousa, nº20 C, 1200-100 Lisboa. Se à hora marcada não se encontrar presente pelo menos metade dos Associados com direito de voto, a Assembleia Geral reunirá em segunda convocatória, pelas 21h00, no mesmo local, com o número de Associados que estiver presente ou representado. Esta reunião da Assembleia Geral terá a seguinte ordem de trabalhos:

  • Informações Aprovação dos Relatórios e Contas de 2014
  • Apresentação do Plano de Atividades para 2015
  • Reflexão sobre como envolver melhor os associados nos grupos de trabalho
  • Outros assuntos

Convidam-se todos os associados da MUBi a participar nesta AG. A MUBi tentará, dentro das possibilidades técnicas no local, que os associados que não se possam deslocar presencialmente à AG possam participar por tele-conferência. Mais informação será atempadamente disponibilizada no site da MUBi.

Lisboa, 29 de abril de 2015

A Mesa da Assembleia Geral MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta

http://mubi.pt

Fundada em 2009 Apartado 2558, EC Praça do Município, 1114-001 Lisboa NIPC: 509 005 489

Tagged with:
 

A Câmara Municipal do Porto anunciou, no dia 17 de abril de 2015, o início da realização de alterações no ordenamento do trânsito da rua Costa Cabral, no Porto, para o dia 21 de abril, sem qualquer auscultação prévia de moradores e utilizadores da rua. As alterações, segundo a CMP, visam disciplinar o estacionamento, evitando o congestionamento que se verifica em alguns períodos do dia e “melhorar a acessibilidade”.

As medidas anunciadas constam no seguinte:

  • criação de linhas contínuas ao longo da rua;
  • separadores através de “balizas de posição cilíndrica flexíveis” nas zonas das interseções;
  • criação de lugares legais de estacionamento;
  • criação de zonas de cargas e descargas;
  • permissão de motociclos e ciclomotores circularem nos corredores BUS.
  • criação de barreiras “mais eficazes” para peões nos passeios junto a Escolas e Equipamentos Desportivos.

 

Tendo em consideração que:

  • o aumento de velocidade de circulação dos autocarros, dos motociclos e dos ciclomotores vai aumentar o perigo para os utilizadores vulneráveis, numa rua que tem uma elevada intensidade de utilização pedonal;
  • a criação de linhas contínuas vai aumentar os conflitos com os utilizadores de bicicletas que usam diariamente esta artéria, pois não permite aos condutores de automóveis ultrapassá-los legalmente, ocupando, como exige a lei, a via de trânsito adjacente;
  • a rua é escolhida por muitos utilizadores de bicicleta das zonas a norte e nordeste do Porto, para aceder ao centro da cidade, mesmo incorrendo na ilegalidade de percorrer algumas vias reservadas a BUS, dado que a rua em questão é a única que nesta área da cidade tem condições mínimas de segurança e de acessibilidade direta ao centro. A alternativa, através da avenida Fernão de Magalhães, apresenta velocidades demasiado elevadas, um volume de tráfego incompatível e uma inclinação que desencoraja a sua utilização por bicicleta;
  • a proposta não irá resolver os problemas estruturais de segurança, mobilidade e acessibilidade nesta rua;

 

A MUBi propõe a suspensão das alterações e a sua revisão no âmbito de uma consulta pública amplamente participada, tendo em conta um conjunto de princípios de ação que garantem a aplicação de melhores práticas europeias no que diz respeito à redução do perigo dos utilizadores mais vulneráveis. Neste caso em concreto, tal implicará:

 

  1. Retirar o tráfego de atravessamento motorizado individual no sentido da saída, dado que existe uma via, a avenida Fernão de Magalhães, destinada a este fim. Tendo em conta que a largura da rua e a intensidade de utilização pedonal é incompatível com o excesso de tráfego individual motorizado, que para além disso prejudica a eficácia dos autocarros e afeta a segurança dos utilizadores vulneráveis.
  2. No entanto para o restante tráfego deverá ser garantida a possibilidade do uso da via como entrada e saída da cidade em ambas as direções. Tal implica criar vias BUS & Bici (partilha de via BUS pelas bicicletas, mas não pelos motociclos e ciclomotores). Ver comunicado da MUBi sobre as vias BUS & Bici, que já fora enviado à vereadora da Mobilidade aquando da sua publicação pela MUBi, em setembro de 2014; A via já é efetivamente usada pelos utilizadores de bicicleta na ligação ao centro da zona nordeste do Porto e às áreas periféricas envolventes, dado que é a única que apresenta condições de segurança, inclinação e acessibilidade direta nesta zona da cidade, o que é demonstrado pelo facto de preferirem incorrer na ilegalidade de percorrer as faixas BUS (com a tolerância, aliás, de taxistas e condutores de autocarros) do que optarem por outros percursos.
  3. Limitar a velocidade a 30 Km/h em toda a rua ou pelo menos nas zonas de maior densidade de comércio e equipamentos, que por sinal constituem as zonas mais condicionadas em termos de largura da via e dos passeios (ver comunicado da MUBi sobre acalmia de tráfego). Esta medida deve ser acompanhada de medidas físicas e de controlo de velocidade adequadas. A manutenção das linhas de traço descontínuo nas zonas sem interseções, permitindo a ultrapassagem segura e legal de veículos mais lentos, nomeadamente as bicicletas (com uma distância mínima de 1,5 m e com ocupação via de sentido contrário por parte do veículo que está a ultrapassar, nos termos do código da estrada) permitirá que mesmo os utilizadores de bicicletas mais vulneráveis e com menores velocidades de deslocação tenham a confiança necessária para utilizar este modo de transporte nesta rua. Já existem soluções testadas por toda a Europa que permitem uma eficáz segurança dos mais vulneráveis: por exemplo, uma pesquisa pelo termo “ciclocalles”, num motor de pesquisa da Internet, permite observar exemplos de boas soluções implementadas aqui mesmo ao nosso lado… Espanha (ver fotografias em anexo).
  4. Defendemos um adequado desenho urbano das interseções, que impossibilite ou dificulte o estacionamento ilegal nessas zonas, mas que defenda os utilizadores vulneráveis, nomeadamente os peões, no atravessamento das ruas. As balizas flexíveis são uma solução viária não adequada a zonas urbanas: dão uma sensação de falsa segurança, estimulando velocidades excessivas em contextos onde a atenção e a redução de velocidade é crucial. As plataformas elevadas à cota do passeio permitem em muitos casos corresponder a estes objetivos, pelo que devem ser implementadas.
  5. Concordamos com uma maior fiscalização nas horas e pontos mais críticos, relativamente ao estacionamento ilegal, seja através da Polícia Municipal, na sua área de atuação, nomeadamente o estacionamento legal pago, seja através de influência junto da Polícia de Segurança Pública, para um policiamento mais eficaz do estacionamento ilegal e de outras infrações; Esta fiscalização, a par da redução do tráfego de atravessamento, permitirá minorar através do seu efeito preventivo, os maiores constrangimentos à velocidade comercial dos autocarros, dado que permitirá libertar lugares legais para estadias curtas (fiscalização do estacionamento legal pago) e evitar o estacionamento ilegal e os constrangimentos que provoca.

A Câmara Municipal do Porto, ao manter a intervenção agora anunciada, aliás com uma antecedência excessivamente curta em relação à data de execução, demonstrará definitivamente o seu desprezo pelos utilizadores vulneráveis e pelos modos sustentáveis de deslocação, contribuindo assim para o incremento dos problemas de mobilidade e de acessibilidade que, supostamente, pretende resolver. Atuando desta forma, dá deliberadamente prioridade aos veículos individuais motorizados no espaço urbano, sem melhorar definitiva e decididamente a circulação de transportes coletivos de passageiros.

Membros da MUBi efetuaram uma observação, na sexta-feira de 10 de outubro de 2014, entre as 19h e as 20h, e contaram-se, no cruzamento da rua de Costa Cabral com a avenida dos Combatentes, vinte e oito utilizadores de bicicleta urbanos.

É absolutamente incompreensível que a edilidade insista em promover meios de locomoção motorizados, discriminando negativamente alternativas sustentáveis que podem tornar a cidade mais humana e mais aprazível, dinamizando, por conseguinte, o comércio local.

Entretanto, e tendo em consideração a urgência e importancia do assunto, foi aberta uma petição pública na Internet para a suspensão e revisão das alterações na rua Costa Cabral no endereço: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76849 contando já com cerca de 100 assinaturas.

 Ciclocalles em Espanha:

png;base64bf3e8b029c6b2ffa

png;base6477f8e282200b6eaa

png;base64b9c44a8f90dac8f

Groningen é uma cidade no norte da Holanda e uma das cidades do mundo com maior percentagem modal de utilização de bicicleta. Por ter sido historicamente uma fortaleza, a cidade tornou-se compacta, obrigando assim os seus edis a desenvolver um sistema robusto e eficiente de mobilidade urbana. Na semana em que mais uma vez os estudos europeus fazem fortes críticas à forma como a autarquia de Lisboa lida com as suas políticas de mobilidade, mormente através da falta de incentivo aos modos ativos, publicamos um exemplo de como uma cidade com cerca de 190 mil habitantes (dimensão das cidades de Braga, Vila Nova de Gaia ou Amadora), mudou radicalmente as suas políticas de mobilidade para assim providenciar melhor qualidade do ar, mais segurança, incremente do comércio local e por conseguinte melhor qualidade de vida aos seus cidadãos.

Vídeo legendado pelo membro da MUBi Rui Martins

Tagged with:
 

A MUBi defende que exista uma hierarquia de responsabilidade em ambiente rodoviário baseada na perigosidade e fragilidade relativa de cada meio de transporte –  essa hierarquia de responsabilidade passou aliás a estar mais explícita no CE desde 1 de janeiro de 2014. Defendemos, também, que a Responsabilidade Objetiva deve estar refletida de uma forma mais clara na legislação portuguesa.

Note-se que a grande parte dos incidentes entre bicicletas e peões não surge nos anuários estatísticos, tendo em conta que não exige a intervenção das autoridades, por serem, em geral, de menor gravidade. Tal não significa que sejam um problema menor ou, mais grave ainda, que devam ser ignorados. As estatísticas oficiais são a “ponta do icebergue”, e não incluem sinistros que podem ter efeitos psicológicos ou físicos graves, com ou sem atenção hospitalar. Não incluem também os quase-sinistros e sustos; nem o sentimento de insegurança que uma bicicleta pode causar para todos os peões, em especial os mais idosos e as crianças e seus acompanhantes.

A MUBi recebe regularmente comentários de preocupação, e até alguma irritação, pelo comportamento de alguns ciclistas em relação aos peões. Em meio rodoviário há utilizadores com mais responsabilidade que outros. Os automobilistas são responsáveis pela segurança de ciclistas e peões. Os ciclistas são responsáveis pela segurança dos peões. Sempre que um ciclista circula sobre os passeios ou passadeiras, justificando-se que o faz ‘com cuidado’ ou ‘por razões de segurança’, deve lembrar-se que a auto-justificação dos mais fortes é sempre irrelevante na perceção da segurança dos mais fracos.

Gostaríamos por isso de deixar aqui sete regras elementares para ciclistas, de forma a promover a necessária convivência entre estes dois meios de transporte:

1. Respeite sempre os peões em todas e quaisquer circunstâncias…

Tal como exigimos responsabilidade e respeito dos condutores dos meios de transporte mais pesados, mais velozes e mais perigosos, temos que exigir de nós próprios total respeito pelos mais frágeis.

2. …mesmo a circular em ciclovia

Quando utilizar ciclovias, circule com especial cuidado e respeite sempre os peões que, por inúmeras razões, nelas caminham (porque o passeio é menos confortável, com demasiados obstáculos ou deteriorado, ou mesmo demasiado estreito ou inexistente, ou porque pura e simplesmente são crianças, idosos ou adultos que caminham distraídos). Caso tenha que usar a campainha, use-a à distância e com antecedência suficiente para evitar sustos, alertando para a sua aproximação. Lembre-se que é da responsabilidade dos mais pesados, mais velozes e mais perigosos a segurança dos mais frágeis.

Continue reading »

Tagged with:
 

A MUBi compilou algumas Regras de Transporte de Bicicletas em Transporte Público para fácil consulta. Para mais detalhes consultar o pdf para condições adicionais.

Atenção que esta compilação foi realizada em janeiro de 2015.  As regras podem vir a ser alteradas no futuro:

Caminho de Ferro

CP

(Consultar com atenção o site da CP)

Alfa – Dobráveis –  Transporte gratuito. Desde que caibam no compartimento de bagagem.

Intercidades – Dobráveis – transporte gratuito. Outras – em adaptação (Consultar com atenção o site da CP).

Regionais e Interregionais – Transporte gratuito, exceto nas linhas do Minho e Douro (transporte proibido).

Comboios urbanos do Lisboa / Porto e Coimbra – Transporte gratuito.

Fertagus

Transporte gratuito

Metro

Metro Lisboa e Porto

Transporte gratuito

Metro Sul do Tejo

Transporte gratuito

Autocarros

Destaque de boas práticas: Transporte de bicicletas nos Autocarros da cidade de Funchal. Parabéns à Câmara Municipal do Funchal!

Rede Expressos – Só bicicletas dobráveis dobradas como bagagem;

Carris (Lisboa) – Bicicletas dobráveis – Transporte gratuito;  Outras – Transporte possível gratuito em algumas carreiras;

STCP (Porto) – Só bicicletas dobráveis;

SMTUC (Coimbra) – Só bicicletas desdobráveis como bagagem;

Barcos

Transtejo / Soflusa – O transporte de bicicletas é gratuito em todas as ligações fluviais, de acordo com as lotações indicadas (ver o pdf o o site da Transtejo )

 Importante: consultar o pdf para condições adicionais (Janeiro de 2015 – Cuidado: condições podem alterar. Consultar os sites dos operadores antes de viajar).

Tagged with: